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PATERNIDADE CIENTÍFICA

Summary:

❝𝐌𝐄 𝐕𝐄𝐉𝐎 𝐄𝐌 𝐌𝐄𝐈𝐎 𝐀 𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐇𝐈𝐏𝐎𝐒𝐓𝐄𝐒𝐄 𝐃𝐄 𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄̂𝐍𝐓𝐈𝐅𝐈𝐂𝐀.❞

𝗡𝗜𝗞𝗢𝗟𝗔 𝗧𝗘𝗦𝗟𝗔 nunca teve um relacionamento romântico, o que o levou a nunca ter filhos. Não que achasse a ideia de construir uma família ruim, porém ele era um homem focado e apaixonado pelo trabalho, sabia que não poderia dividir a atenção da ciência com uma mulher, quanto mais criar um filho. Isso se solidificou no pós vida, onde mesmo com agora a eternidade a mercê para ele poder aproveitar a vida como quisesse, ainda se afundava de bom grado em suas pesquisas e estudos.

𝗣𝗢𝗥 isso, o maior gênio da humanidade nunca esperou ter uma família assim. Mas Mei Hatsume o atingiu como uma explosão, e antes que ele visse, ele era pai de alguém como ele.

Chapter 1: Boa Influência

Summary:

Tesla se preocupa com o sono de Hatsume.

Notes:

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IMPORTANTE:

╰┈➤ Esta é uma obra de ficção baseada nos universos de “Shuumatsu no Valkyrie (Record of Ragnarok)” e “Boku no Hero Academia”. Os personagens e cenários originais pertencem aos seus respectivos criadores.

╰┈➤ Essa história é escrita apenas por diversão, sem nenhum verdadeiro aprofundamento ou planejamento muito organizado. Erros de enredo ou de outros tipos podem estar nela sem eu sequer perceber, até porque eu não costumo fazer nenhum tipo de revisão. Então peço que tenha paciência e entre de mente aberta para esse tipo de coisa, e antes de qualquer coisa, peço desculpas pelos possíveis erros.

 

╰┈➤ Nenhuma das imagens utilizadas ou editadas são minhas. Há aqueles que sabem dos donos de alguma arte utilizada em alguma ilustração, peço que me informe nos comentários, para que eu possa dar os devidos créditos.

╰┈➤ Os personagens podem não estar com sua personalidade próxima ao original. Na verdade, algum personagem pode ter sua personalidade completamente alterada para a história.

╰┈➤ Sou aberto a críticas e ideias para a história, apenas tente não ser rude.

━━━━━━ Com tudo isso avisado, tenha uma ótima leitura!

━━━━━━ Não esqueça de preparar um café quente a seu gosto para ler com maior satisfação.

 

𝑰𝑵𝑻𝑹𝑶𝑫𝑼𝑪̧𝑨̃𝑶

⇢ ˗ˏˋ 𝓥𝓲𝓬𝓲𝓪𝓭𝓸 𝓮𝓶 𝓬𝓪𝓯𝓮𝓲́𝓷𝓪 ࿐ྂ

ㅤ ㅤ 𝘚𝘌𝘑𝘈 𝘉𝘌𝘔 𝘝𝘐𝘕𝘋𝘖 𝘈…

⚙️ 𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓𝐈́𝐅𝐈𝐂𝐀 𐓏

 

 

SINOPSE:

❝𝐌𝐄 𝐕𝐄𝐉𝐎 𝐄𝐌 𝐌𝐄𝐈𝐎 𝐀 𝐔𝐌𝐀 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐇𝐈𝐏𝐎𝐒𝐓𝐄𝐒𝐄 𝐃𝐄 𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄̂𝐍𝐓𝐈𝐅𝐈𝐂𝐀.❞

𝗡𝗜𝗞𝗢𝗟𝗔 𝗧𝗘𝗦𝗟𝗔 nunca teve um relacionamento romântico, o que o levou a nunca ter filhos. Não que achasse a ideia de construir uma família ruim, porém ele era um homem focado e apaixonado pelo trabalho, sabia que não poderia dividir a atenção da ciência com uma mulher, quanto mais criar um filho. Isso se solidificou no pós vida, onde mesmo com agora a eternidade a mercê para ele poder aproveitar a vida como quisesse, ainda se afundava de bom grado em suas pesquisas e estudos.

ㅤ 𓈒 💡𐓏 ᴺⁱᵏᵒˡᵃ ᵀᵉˢˡᵃ | ᴹᵉⁱ ᴴᵃᵗˢᵘᵐᵉ 🔧⚙️ ۪ ݁ 𓈒

▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄ 𝗣𝗢𝗥 isso, o maior gênio da humanidade nunca esperou ter uma família assim. Mas Mei Hatsume o atingiu como uma explosão, e antes que ele visse, ele era pai de alguém como ele.

 

 

GÊNEROS: Fanfic, comédia, família, slice of life, small-shots, fantasia, ficção, ficção adolescente, ficção científica/sci-fi, crossover, universo alternativo.

PERSONAGENS:

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MEI HATSUME

Pink Mechanics

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Nós estamos... lidando com isso à nossa maneira. Inventando coisas... é assim que o curso de suporte faz heroísmo.

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NIKOLA TESLA

O Único Mago da Humanidade

▄▄▄

"Mágica"? No! Non! Nem! Nein! Eu detesto essa palavra. O que eu uso não é mágica... é ciência!

▄▄▄

 

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(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓𝐈́𝐅𝐈𝐂𝐀 | ᴄᴀᴘɪ́ᴛᴜʟᴏ 01. ❝Boa Influência.❞

「───────────────────

Tesla & Mei

❝As crianças aprendem mais com o que você é do que com o que você ensina.❞

W.E.B. Du Bois

───────────────────」

O PÓS-VIDA era algo, que para ser sincero, combinava com a expectativa de muitos.

Não era o céu esperado, mas definitivamente podia ser chamado de paraíso por muitos. Era a existência de uma praticamente utopia, um local dominado por uma tranquilidade criada por pessoas boas.

Era como uma outra Terra, ou melhor, era literalmente isso. Uma Terra nova, onde agora aqueles apenas de almas honradas, boas, ou minimamente neutras sem erros que não os deixariam entrar neste plano terreno poderiam habitar.

Não só isso era surpreendente, como também o fato de que o local era uma espécie de utopia tecnológica, não em um ponto exagerado com carros flutuando ou algo do tipo, mas a arquitetura, as invenções que estavam por toda a parte, todos os sistemas eram dez vezes mais avançados que qualquer um da Terra “original” por assim dizer. Mas também, não era uma tecnologia dominante, e sim equilibrada com a natureza preservada pelos humanos que ali habitavam.

Um local onde todos, ou ao menos a grande maioria havia se esforçado para não cometer os mesmos erros cometidos na Terra de antes de morte.

A parte tecnológica não era por nada. Tal fato se tornava previsível quando se raciocinava que naquele local viviam gênios históricos, que mesmo após a morte, continuavam compartilhando sua genialidade em pesquisas, criações, um avanço constante que somado a gênios atuais criava uma crescimento exponencial inefável.

O Palácio do Conhecimento.

Tal local era uma grande propriedade construída no pós vida para reunir grandes cientistas em um só local para desenvolver suas pesquisas, teorias e experimentos juntos. O ápice da ciência ali se encontrava, em um mar de mentes geniais que todos os dias avançavam unidos… ao menos na grande maioria das vezes.

Eram ali que se encontravam figuras como Marie Curie, Albert Einstein, Isaac Newton, Nikola Tesla, entre outros.

E todos lá possuíam seus laboratórios pessoais, com suas peculiaridades e especificidades.

Não era diferente para Nikola Tesla.

Em seu laboratório, trancado por uma porta tecnológica com uma espécie de fecho giratório semelhante a um leme, se revelava um grande espaço do qual podia ser descrito como um caos organizado.

As equações se misturavam na superfície desgastada da lousa verde, tantos números e símbolos do qual podiam dar dor de cabeça para qualquer um ao tentar analisar. O laboratório ao redor estava um caos controlado, organizado, mas visualmente caótico, com peças e inventos espalhados de maneira arrumada aos arredores. Toda a estrutura das paredes estavam cercadas por lousas, que estavam igualmente dominadas por equações e símbolos matemáticos. E por fim, estranhamente, pombos estavam espalhados aos arredores, pousados ou voando suavemente pelo espaço aberto, a maioria de plumagem branca pura enquanto outros eram o que parecia ser uma versão robótica do animal.

E enquanto isso, no centro de tudo, em uma escada elevada até a lousa gigante superior sustentava um homem sentado, do qual a mão balançava suavemente pelo quadro-verde, traçando mais e mais equações que se perdiam entre o mar de contas.

O homem possuía uma figura física musculosa acima da média, embora não exagerada. Ele possui uma pele clara, cabelos castanhos de comprimento médio, penteados de forma organizada, cachos encaracolados ondulados caiam de forma elegante sob a testa em uma franja repartida assimétricamente. E por fim, sem dúvidas o detalhe mais chamativo dele eram seus olhos. Os olhos do homem eram hipnotizantes. Suas íris exibiam um tom de azul vibrante e luminoso, como um fragmento do céu mais puro mesclado com o movimento tranquilo de águas cristalinas. Porém, o que realmente capturava a atenção era o contraste surreal das pupilas. De coloração amarelo-dourada, elas reluziam intensamente, como pequenos sóis em miniatura, irradiando uma energia viva e cativante. A partir das pupilas, linhas incandescentes em tons esbranquiçados emergiam e se espalhavam pela íris, formando padrões dinâmicos que evocavam a imagem de raios solares.

Ele utilizava uma camisa branca social coberta por um colete masculino azul acinzentado sem mangas e uma gravata da mesma cor que descia para dentro do colete. Por cima de tudo, um jaleco social bege descia até o meio da canela, com uma gola lapela escura longa, o lado inferior esquerdo era feito de uma renda preta. Calças brancas desciam até serem paradas pelas botas masculinas de couro marrom com cano alto. Uma pena está presa na lapela esquerda, uma luva como sempre estava apenas em sua mão direita, que nos dedos assim como na outra mão estavam dois anéis dourados em cada um. Pendurado em seu pescoço um óculos de proteção pairava chamando atenção com um visual “steampunk”, com armações metálicas douradas com detalhes e alça de couro marrom, com um design vintage e industrial, as lentes são transparentes arredondadas.

Aquele era Nikola Tesla, comumente dito como: “O Cientista Louco do Século”, “Filho da Luz”, “O Único Feiticeiro da Humanidade”, “A Maior Mente da História da Humanidade”, entre outros títulos.

Um sorriso brilhante adornava seu rosto, enquanto os dedos deslizavam sob a lousa com o giz branco puro, escrevendo em uma velocidade alucinante que para ele era uma das maiores normalidades de sua vida. Em sua volta, pombos robóticos se misturavam

As equações se misturavam a mais e mais símbolos matemáticos que provavelmente já teriam feito um leigo sentir tontura. Mas para Tesla, tudo ali era lindo, perfeito, belo.

A “Ciência”, sua maior paixão, estava personificada naquela sala, ou melhor, estava personificada em tudo, mas ali ele podia pesquisar e criar suas próprias maravilhas, estendendo a graça lógica em forma de tecnologia para o avanço da humanidade.

No pós vida, Tesla estava acostumado a uma rotina, não que fosse tudo padronizado ou o mesmo de sempre, mas antes, sua rotina se baseava em suas pesquisas, sua devoção ao estudo e criação contínua da ciência.

Porém, de todas as coisas, havia algo que ele não esperava, e mesmo agora, não estava totalmente acostumado.

Ele soube pelo som da porta sendo aberta, e logo depois, um grito estridente de tom feminino e histérico.

─── Senhor Tesla!!

O sorriso do cientista aumentou um pouco, os olhos brilhando com uma curiosidade expectante.

Talvez sua mente houvesse ignorado a maioria das outras vozes que chegassem o chamando em seu laboratório, não por maldade ou algo do tipo, mas sim por puro foco, sua mente normalmente concentrada o fazia não prestar atenção do que estava do lado de fora, a não ser que identificasse algo definitivamente importante.

E definitivamente, Mei Hatsume era alguém importante.

Sempre.

Ele se virou, o giz ainda na mão, os olhos solares se voltando para baixo, observando a garota energética chegar, passos rápidos e caóticos, se atrapalhando ao bater em uma das mesas espalhadas pelo laboratório, derrubando algumas folhas no chão. Ela parecia eufórica, um sorriso gigantesco no rosto e olhos arregalados, vidrados com uma animação transbordante que escapava como risadas que certamente soavam psicóticas para alguém que não a conhecia… e para os que a conheciam também.

Ela era uma garota de aparência jovial, de pele clara, com um físico feminino bem dotado com busto volumoso e curvas bem marcadas e generosas, além de levemente atlético com ombros fortes e braços marcados e bem definidos. Ela possuí cabelos em um tom rosa salmão na altura do ombro, estilizado em dreadlocks grossos e lateral-varrido para a sua direita. Seus olhos de cílios superiores notavelmente longos possuíam uma coloração dourada âmbar, reluzentes e chamativos.

Ela estava utilizando uma regata escura justa ao corpo, calças pretas largas e resistentes, com barras dobradas acima dos tornozelos. Na cintura, um macacão de oficina amarrado, onde por cima passava um grande cinto largo de couro, semelhante à um “cinto de utilidades”, onde na área lateral estava adornado com pequenas bolsas com ferramentas. Nas mãos, luvas longas de emborrachadas adornavam. Nos pés, tênis claros, simples e gastos. E por fim, na cabeça repousava um óculos “steampunk” de metal em tons de cobre, com lentes circulares amareladas e detalhes mecânicos como tubos e parafusos.

Aquela era Mei Hatsume, uma garota de 16 anos, cujo era assistente e aluna designada para Tesla no Palácio do Conhecimento. Ela fazia parte de um programa conhecido como “Programa de Assistência Juvenil”, criado pelo próprio Palácio do Conhecimento para nutrir jovens avançados e bem dotados que queriam seguir um caminho científico, não necessariamente apenas técnico, mas também incluindo áreas como medicina, farmacêutico e etc.

Hatsume havia chegado a mais ou menos um ano, tendo uma morte precoce na Terra, havia chegado ao pós vida, e como uma verdadeira excêntrica, mal se afetou com seu óbito, e sim, ficou eufórica e curiosa ao se ver em um plano terreno que não era simplesmente o fim. Assim como todas as pessoas mortas, ela foi acolhida rapidamente por um instituto, do qual o objetivo era justamente acolher os mortos de menor idade e os abrigar até que algum responsável vinhesse para este plano, ou até que esse jovem se tornasse um maior de idade. Ela foi acolhida e se adaptou de maneira rápida ao pós-vida, mais rápido que a grande maioria das pessoas, se maravilhando com o novo mundo eutópico à sua volta.

A questão é que Mei Hatsume era uma garota excêntrica, genial, e completamente obcecada por ciência. Completamente maravilhada com a tecnologia ao redor, não demorou para que em meio a sua nova vivência ela descobrisse sobre o Palácio do Conhecimento, e também sobre o sistema de nutrição jovial para jovens superdotados intelectualmente.

Ela era super dotada intelectualmente na área mecânica e até genia em todo conhecimento geral científico, então era como somar “1+1”, o resultado foi previsível e fácil. Ela logo adentrou no programa, depois de provas que ela passou com maestria e uma apresentação inventiva de um protótipo (que ela fez muitos testes antes, pois esse ela sabia que não podia simplesmente explodir na apresentação).

Inicialmente, ela foi apenas uma aluna geral, assim como os outros, mas ao decorrer do tempo, ela foi se provando um verdadeiro destaque, uma verdadeira gênia mecânica que, mesmo que causasse muitas explosões em seus experimentos durante as aulas, se mostrava com ideias e propostas definitivamente chamativas, que se destacavam dentro os outros, ainda mais porque quando ela conseguia fazer dar certo, era algo esplêndido.

E foi assim que ela logo subiu de “hierarquia” por assim dizer, visada como alguém que certamente necessitava de uma atenção a mais graças a seu extremo potencial, se tornando uma assistente de um dos cientistas do Palácio.

E aquele que tomou a responsabilidade por ela, não exatamente por uma escolha a dedo, e sim mais por todos falarem que ele seria o que mais combinaria com ela, foi o próprio Nikola Tesla.

─── Como sempre, chegou cedo. ─── Tesla disse sorridente, descendo a escada com uma suavidade evidente antes de pousar no chão.

─── É claro! Nós precisamos destrinchar juntos aquelas super partículas que você me mostrou! Como você as criou!? Como elas conseguem causar uma pequena distorção evidente só com eletricidade!? Precisamos criar um mecanismo novo para as bobinas sustentarem por mais tempo aquele alto nível de eletricidade! E se fizéssemos um reator de bobinas hiper carregadas?! ─── Ela exclamou, se aproximando com passos rápidos até estar praticamente quase encostando em Tesla, os olhos arregalados eufóricos fixos nos do homem, gesticulando animadamente.

Tesla riu, inclinando levemente sua cabeça olhando para baixo, seus 1,88 definitivamente o fazendo parecer gigante perto de Mei, de 1,57.

─── É maravilhoso, não? ─── Ele disse, com um sorriso que parecia iluminar o ambiente. ─── Mas antes de tudo… Mei, quantas horas você dormiu?

A garota nem piscou, se virou e já se aproximou de uma das mesas que ali estava, posicionada repleta de peças e ferramentas. As mãos da garota voaram, alternando entre engrenagens e bobinas já prontas para o uso.

─── Ah, do que isso importa?

─── Importa pela sua saúde, que é um dos motores que afetam todo seu desenvolvimento, inclusive, intelectual. ─── Tesla argumentou, se aproximando com passos calmos, um sorriso confiante no rosto e olhos estreitos.

Seus instintos não falhavam, aquela garota não havia dormido o suficiente.

─── Ah, Senhor Tesla. Com todo respeito. Se gênios dormissem de maneira correta o avanço não seria tanto quanto é agora! ─── Ela disse, virando o rosto para trás, encontrando os olhos solares do homem. ─── Você mesmo não é um exemplo de bom sono!

Tesla sentiu vontade de suspirar, mas o que escapou de seus lábios foi uma risada leve que escondia uma certa vergonha da hipocrisia entre tentar fazer a jovem entender que ela precisava seguir o certo, e não o exemplo ruim.

─── Mei, faça o que eu falo, não o que eu faço. ─── Ele disse, levantando o dedo indicador enquanto colocava a outra mão no ombro da garota. ─── Em vida, minha falta de dormir de maneira saudável me levou à um colapso mental que me afetou muito, e mesmo hoje, meus problemas em dormir me causam muitos problemas… mesmo que eu não os aparente.

─── Mas é só por hoje! ─── Hatsume fez um biquinho, parecendo uma criança birrenta. ─── Temos todo o tempo do mundo para dormir! Agora temos algo importante para investigar e progredir!

Tesla resistiu à vontade de suspirar mais uma vez.

Era assim que seu pai e mãe se sentiam ao tentar fazê-lo dormir quando ele estava tão focado em seus projetos?

Para ser sincero, ele sabia que não era o melhor exemplo de bons modos de ter um sono saudável. Mas não ser exatamente o melhor exemplo não significava que ele não pudesse ensinar Hatsume a ser melhor.

─── No. Non. Nein. ─── Tesla balançou seu dedo indicador. ─── Sua saúde vem antes de nossos projetos. E eles não vão fugir, vão estar logo aqui para quando você estiver acordada e 100% carregada.

─── Mas isso é injusto! ─── Hatsume exclamou, batendo o pé, a expressão indignada adornando sua expressão enraivecida, embora para o homem em sua frente parecesse mais um esquilo raivoso de olhos grandes fofos. ─── Você passa noite e dia aqui! Pesquisando e muitas das vezes pula responsabilidades saudáveis! Por que eu não posso?

O cientista coçou sua bochecha desajeitadamente. Achava o drama dela justificável até certo ponto, afinal, ele realmente negava muitas práticas que ele deveria fazer, como dormir, ou mesmo comer.

Se ele estava errado, como poderia tentar forçar Hatsume a ser certa? Ele sentiu seus pensamentos se embaralhar tentando encontrar uma resposta correta, seu cérebro genial usando o máximo de sua capacidade para educar uma adolescente que era praticamente uma mini versão dele.

Foi então que uma ideia lhe ocorreu à mente, puxada de anos atrás em broncas de seu pai e sua mãe, um argumento poderoso que lhe fazia ter que obedecer (na maioria das vezes), a ordem de dormir ou comer.

─── Porque você é uma menor de idade em minha responsabilidade, debaixo do meu laboratório do qual eu tenho a liderança. Por isso, enquanto estiver aqui, para seu próprio bem, eu mando em você. ─── Ele disse, tentando imitar o tom de voz forte firme de seu pai. ─── Ou se não, sinto lhe dizer que você ficará proibida de participar dos projetos.

A garota arregalou os olhos (mais do que já eram arregalados), a indignação estampada em cada átomo de sua frase como se tivesse ouvido o maior crime da humanidade direcionado para si. Sua expressão passou por todas as fases do luto em menos de 9 segundos antes que um suspiro escapasse de seus lábios.

─── O- o que?! ─── Ela exclamou.

─── Isso é para o seu bem. ─── Tesla justificou com um sorriso inocente. ─── Sabe o quarto do laboratório? Você vai lá, e vai ter pelo menos três horas de sono, ok?

─── M-mas e as partículas?! Eu não consigo parar de pensar nelas! Nas invenções que eu não terminei ontem! Eu precis-

─── Você pode deixar tudo isso para depois. Agora você vai dormir de forma decente, e então, acordará para que possamos focar nesses projetos. ─── Ele disse, com um tom firme. ─── Estou falando sério. Você precisa disso.

─── Isso é chantagem científica! ─── Hatsume apontou o dedo de forma acusatória. ─── Você não pode fazer isso! Minha mente… minha mente vai… vai ter um curto por falta de uso! ─── Ela jogou os braços para o alto, dramática, e começou a andar de um lado para o outro, resmungando sobre “perda de momento criativo” e “injustiça contra gênios adolescentes”. Tesla observou, um sorriso contido nos lábios. Era como olhar para um espelho distorcido pelo tempo, ele mesmo, aos dezesseis anos, provavelmente teria reagido igual. Ou pior.

─── Você só vai dormir por três horas. Isso vai na verdade ajudar a sua mente. ─── O cientista disse.

A garota parou de andar, olhando com olhos estreitos para ele.

─── Então por que você não faz o mesmo?

Tesla sentiu todas as vezes que discordava de adultos que diziam que jovens deveriam só ouvir ao invés de debater se voltar contra ele. Porque agora ele só queria que Hatsume ouvisse.

Mas ela… de certa forma estava certa. Perdeu a conta de quantas vezes não comeu ou deixou de dormir, tudo em prol de pesquisas que estava focado.

─── Mei… ─── Tesla murmurou, esfregando os olhos em pura frustração.

Mas ela estava certa até certo ponto.

Tesla sabia que nesses casos, a ordem em específica seria sempre rebatida pela lógica de influência, onde mesmo que ele obrigasse Hatsume a dormir, ela, que se inspira muito nele, nunca realmente levaria a sério quando ela via ele o tempo todo negligenciando sono. Principalmente ela, que era naturalmente alguém muito teimosa quando se tratava de colocar outras coisas na frente da chance de pesquisar ou inventar algo.

Por isso, havia apenas uma maneira de aumentar suas chances de maneira verdadeiramente boa e saudável.

Mas ele não gostava dessa opção. Tesla sentiu o coração apertar, o cérebro buscando por outras formas de escapar daquela situação.

Mas ele não podia.

Ele suspirou, sentindo o quanto educar e ser uma boa influência para uma adolescente era difícil.

─── Ok… então vamos fazer isso juntos. ─── O cientista disse, com um olhar sério, os punhos cerrados como se reunisse toda a força de vontade que ele podia. ─── Eu vou dormir também… para ter um sono melhor.

Hatsume ficou paralisada, os olhos arregalados, olhando o homem de baixo para cima, como se não acreditasse no ser em sua frente.

─── …Você vai dormir… agora?

Tesla já sentia o arrependimento surgir como um peso no cérebro, que convenientemente pareceu bombardear ele com ideias e equações que o fizeram estremecer contendo a vontade de testar cada uma daquelas hipóteses.

─── Vou. Para seu bem… e para o meu próprio. ─── Ele argumentou, sorrindo, mesmo que suas sobrancelhas tremessem.

❝Eu queria tanto testar a ideia de guiar as Super Partículas Tesla por meio de frequências elétricas...❞ Pensou o cientista, em luto com a própria perda de tempo que teria que passar.

Por que o pós vida não podia os fazer serem resistentes e sem a necessidade de sono ou comida?

─── Bem, então vamos lá. Hora da soneca. ─── Tesla disse, começando a caminhar, sem se importar com o pombo robótico que pousou em seu ombro.

─── Espera! ─── Hatsume o seguiu com um olhar incrédulo. ─── Isso é sério?! Tudo isso só para fazer eu dormir? Mas e as pesquisas? As invenções? Eu tenho certeza que você tem um monte de ideias para testar!

─── Realmente tenho. ─── O homem disse, chegando em frente a porta que separava o laboratório do pequeno quarto de descanso, que ao ser aberta, demonstrava um quarto surpreendente organizado e limpo, sem nenhuma invenção espalhada pelo chão, com exceção de uma pequena escrivaninha onde um amontoado de papéis se espalhavam pela mesa, repleto de anotações, desenhos e equações. Além disso, uma cama repousava no canto do quarto, e um pouco próxima, estavam duas poltronas confortáveis. ─── Porém, não quero que você acabe com um colapso por falta de sono, como eu tive no passado. Você não faz ideia do quanto isso é… não vantajoso, principalmente para um cientista.

Hatsume ficou em silêncio por um momento, o tom de voz de Tesla não estava apenas firme, mas também com um contemplamento recheado de algo que Hatsume não conseguia identificar totalmente, era algo diferente do que ela estava acostumada. Quando seus pais na Terra a mandavam dormir cedo, não parecia ser necessariamente… para a saúde dela, e sim mais para ela só parar de fazer barulho com suas invenções ou risadas animadas enquanto rabiscava inventos em seu antigo caderno.

Aquela sensação era diferente, era por ela, pela saúde dela. Ele estava deixando de lado o trabalho do qual ele era obcecado…

Só para fazer ela dormir?

Isso não fazia sentido!

A mente da garota se esforçava para tentar entender a complexidade daquela situação. Por que Tesla estava fazendo aquilo? Como podia ele abandonar diversas teorias, estudos, testes e hipóteses que eles podiam fazer agora, para perder tempo por conta do sono dela?

Ela sentiu algo estranho, era como se alguém tivesse ligado um aquecedor interno que ela nem sabia que existia. O calor começou pequeno, no meio do peito, e foi crescendo, espalhando-se em filamentos quentes pelas costelas, como circuitos se ativando depois de anos desligados. Aquilo era estranho e…. bom? Hatsume não entendia, e não entender lhe trazia um desconforto estranho.

Mas ela balançou a cabeça, tentando se livrar dessa confusão.

─── Você realmente vai fazer isso? ─── Ela perguntou. ─── Mas-

─── No! Non! Niet! ─── Tesla respondeu, virando para trás com um sorriso divertido. ─── Precisamos dormir agora, ou… se demorarmos mais, ou sequer não dormir, não vamos ter tempo para realmente ver mais das Super Partículas Tesla!

Qualquer dúvida de Hatsume foi suprimida com força, em prol de agilizar o ato de dormir. Pelo visto, Tesla estava falando sério, e ela sabia o quão teimoso e persistente aquele homem era, então definitivamente, ele não a deixaria participar do experimento caso ela não dormisse.

Com um suspiro mais alto do que deveria, Hatsume fez um beicinho birrento, cruzando os braços e se aproximando da cama com passos largos.

─── Isso não é um pecado científico. O sono é só uma perd-

─── Perda de tempo. É, eu sei. ─── O adulto respondeu, dando de ombros, a resignação evidente na voz. ─── Porém, infelizmente muitos atos nossos precisam de sacrifício, seja tempo, distância, persistência. Entre muitos outros. Agora, sua saúde é mais importante do que experimentos que podemos fazer depois.

─── …Você… acha isso? ─── Hatsume murmurou, a voz estranhamente baixa, os olhos dourados se voltando para os olhos solares de Tesla, que se sentou na poltrona próxima a cama.

Tesla suspirou, uma das mãos subindo para o dedo acariciar o topo da cabeça do pombo pousado em seu ombro.

─── Sim, Mei. Isso é importante, não quero que você se prejudique por conta de algo que eu… possa ensinar e observar. ─── Ele disse, cruzando as pernas e os braços, sorrindo, um sorriso que fez Hatsume sentir novamente aquele sentimento estranhamente bom.

Ela franziu a testa, se sentando na cama, empurrando seus tênis com os pés para que os retirasse. O colchão rangeu levemente quando Hatsume se ajeitou, puxando o cobertor até a altura do peito com um gesto quase automático. Ela ainda parecia inquieta, os dedos se mexendo como se buscassem parafusos invisíveis, engrenagens que não estavam ali. O cérebro, teimoso, insistia em girar.

─── Tira as luvas, Mei.

Ela quase revirou os olhos, bufando antes de tirar as luvas emborrachadas das mãos e as jogando de qualquer jeito no chão.

O cientista ficou quieto por um momento, se levantando e com cuidado caminhando para recolher as luvas.

─── Você está com tanta raiva por que vai dormir? ─── Ele disse, recolhendo cuidadosamente as luvas da garota e as depositando de forma reta em cima da pequena cômoda do lado da cama.

─── Claro que eu estou! Poderíamos agora estar pesquisando, criando, e fazendo tantas outras coisas úteis! Mas agora você está me obrigando a dormir. ─── Hatsume respondeu, claramente indignada.

Tesla parou por um momento, o sorriso no rosto, diminuindo um pouco, suspirando, quase de forma exasperada.

─── Exaustão extrema… ─── Ele começou, fazendo a garota o encarar confusa. ─── Alucinações, desmaios repentinos, falta de concentração, declínio cognitivo e físico. ─── Ele virou os olhos, encarando Hatsume com os olhos solares em uma feição mais séria, que fez ela se sentir estranha, ele sempre fora um homem animado, ela não se lembra de vê-lo com outras expressões além de sorrisos ou uma expressão exasperada por um experimento ou erro, mas aquela? Aquela era uma seriedade desconfortante que a fazia se perguntar se sua falta de importância com o tópico fosse certa.

─── Esses foram parte dos problemas que me assolaram por muito tempo, e acredite, era um empecilho horrível. ─── Ele disse, os olhos brilhando ao se relembrar do passado, não exatamente com uma nostalgia que ele admirava, mas sim de tempos difíceis. ─── E isso é algo que eu não quero que você passe. ─── Tesla falou com um tom de voz suave e acolhedor, ainda mais agora que temos todo tempo do mundo para podermos aproveitar da maravilhosa ciência depois. Entendeu?

Ele então sorriu, um sorriso que parecia mais iluminador do que qualquer lâmpada ou bobina brilhante que Hatsume já houvesse visto, aquecendo seu coração como uma luz esperançosa, algo novo que a fazia apertar os dedos na coberta.

Ela ficou em silêncio, as palavras ecoando pela mente como um replay quebrado, fazendo-a refletir enquanto o homem caminhava de volta para a poltrona próxima a cama, o sorriso ainda no rosto. E então, ela se virou, o rosto voltado para a parede enquanto a indignação dava espaço para a contemplação das palavras de seu cientista “chefe”, mas que agia como uma babá chata.

O silêncio voltou a se instalar, mais denso agora, mas não incômodo. A respiração de Mei, no começo irregular, foi aos poucos desacelerando. Ela virou de lado, encarando a poltrona, como se precisasse confirmar mais uma vez que ele ainda estava ali.

Ele estava.

Sentado. Quieto. Não trabalhando.

Aquilo fez seu peito apertar de novo, aquela sensação morna e estranha que não combinava com cabos, soldas ou explosões controladas. Hatsume franziu levemente o cenho, incomodada, não porque fosse ruim, mas porque era desconhecido.

Ela bocejou, apesar de tentar conter, e acabou enterrando o rosto no travesseiro.

Tesla deixou escapar uma pequena risada nasal. Ajustou melhor a cabeça no encosto da poltrona.

Ele fechou os olhos. E ela também.

As mentes teimaram para desligar, protestando ao pensar em ideias, equações, invenções, teorias, tudo com um gosto elegante e interessante demais para ser ignorado, mas… com muito esforço, os dois deixaram-as passar, como faíscas que eles podiam perseguir posteriormente.

E Hatsume não percebeu quando a sensação de segurança a fez dormir mais rápido.

E Tesla, ao cair no sono depois de vê-la finalmente desligar, não notou o quanto aquilo era algo impactante na vida de ambos.





Tesla & Mei Chibi

Notes:

Notas longas a seguir, leia se quiser!

Aqui estamos nós! Com uma ideia que era para acontecer na minha fic de BNHA x Tesla, mas que foi para o ralo com ele sendo irmão dela lá, mas a ideia voltou do nada em minha mente e eu decidi fazer.

Para aqueles que têm dúvida sobre o plano de “pós-vida” dessa história, saiba que foi algo planejado sem muito aprofundamento, me baseie nos reinos de SNV, do qual há os Valhalla, que é a área dos deuses (se não me engano), Helheim -não sei escrever- que é inferno, e tem a área dos humanos que é Midgard. Só que aí que está a questão, eu não reli o mangá de SNV para realmente verificar tal informação, e quando eu li a wiki, eu fiquei um pouco confuso se Midgard era só como os deuses chamava a Terra ou se realmente era um plano espiritual após a vida na Terra. Sem uma resposta concreta (e sem paciência para ler o mangá), decide simplesmente ir com o que tinha.

Valhalla ‐ Área dos deuses.
Helheim - Inferno.
Midgard - Área dos humanos.

O verdadeiro problema não é nem esse, e sim como ambientar o pós vida, porque (pelo o que eu sei), não temos muitas informações da vivência da humanidade no pós vida, e pelo que aparenta, Midgard não é uma espécie de céu onde estão apenas as pessoas boas. E nas pesquisas que fiz sobre Helheim (inferno), é dito que humanos podem ser mandados para esse plano caso no pós vida quebrem regras dos deuses, dito também que apenas Nostradamus teve esse feito, o que implica que não há humanos no inferno além de Nostradamus.

Na pesquisa que eu fiz, embora o Valhalla seja o ambiente dos deuses, pode ter humanos do qual as valquírias trazem. Porém em minhas pesquisas não encontrei os requisitos disso. O máximo de meu conhecimento é sobre a mitologia nórdica, onde as valquírias levavam ao Valhalla os guerreiros que morriam em batalha.

Por isso decidi montar o universo como o seguinte:

Valhalla — Área dos deuses, porém, assim como o inferno, há níveis, onde um deles (o mais baixo deles) é onde “humanos bons” vivem, onde é praticamente uma utopia da Terra, ainda com trabalho e problemas aqui e ali, mas com paz, solidariedade, tecnologia avançada e etc.

Midgard — Basicamente, onde humanos “maus” vão, praticamente uma segunda Terra.

Helheim — Inferno.

Enfim, toda essa explicação foi meio inútil, pois eu não vou explorar tanto o plano espiritual que a história se passa. Caso haja erros de enredo, falta de sentido, peço que ignorem, pois sinceramente, eu não vou criar e pesquisar um misto de informações para fazer algo do qual eu só quero fazer por diversão, só nessa pesquisa eu já perdi um pouco de vontade de escrever (sim, eu sou assim, desculpa).

Algo mais que queria citar é a altura de Mei e Tesla. Nikola não tem uma altura oficial disponível em Record of Ragnarok, mas pode-se presumir que ele tenha por volta de 1,75 à 1,80. Porém, mesmo que SNV/ROR não seja o tipo de obra que segue com totalidade a vida real, decidi optar por utilizar a altura real de Nikola Tesla, que é 1,88 (bixo era alto). E sobre a Mei, oficialmente ela tem 1,57 mesmo.

Enfim, obrigado a quem teve paciência de ler até aqui.

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━━━ Vejo que terminou a leitura e o café. Bem, muito obrigado por ter vindo até aqui. Tenha uma boa caminhada de volta, não se esqueça de ir pelo caminho mais seguro!

Chapter 2: Cuidado

Summary:

Hatsume se machuca e Tesla está lá para cuidar.

Notes:

⇢ ˗ˏˋ 𝓥𝓲𝓬𝓲𝓪𝓭𝓸 𝓮𝓶 𝓬𝓪𝓯𝓮𝓲́𝓷𝓪 ࿐ྂ
ㅤ ㅤ 𝘚𝘌𝘑𝘈 𝘉𝘌𝘔 𝘝𝘐𝘕𝘋𝘖 𝘈…

⚙️ 𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓𝐈́𝐅𝐈𝐂𝐀 ⚡

 

Notas iniciais:

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Chapter Text

𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓𝐈́𝐅𝐈𝐂𝐀 | ᴄᴀᴘɪ́ᴛᴜʟᴏ 02. ❝Cuidado.❞

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Capa

❝Ensinar é um exercício de imortalidade.❞

Rubem Alves

───────────────────」

HATSUME estava frustrada.

Desde que Tesla havia apresentado suas “Super Partículas Tesla”, um projeto do qual ele possuía desde sua jovialidade terrena em vida na Terra, ela não havia conseguido tirar aquilo da cabeça.

Resumidamente pelo próprio cientista, eram quasipartículas exóticas emergentes do vácuo quântico, excitadas por campos elétricos intensos.

Era como cutucar uma colmeia adormecida com um graveto elétrico: as "abelhas" (flutuações virtuais) saem zumbindo com energia negativa, criando distorções que, se Tesla estivesse correto, poderia trazer sonhos da humanidade à realidade como uma espécie de controle parcial da gravidade… ou até o teletransporte.

Porém, era aqui que estava o problema, não importava o quanto Tesla explicasse, não importava o quanto ela lesse as anotações dele…

Ela não conseguia entender.

Ela, Mei Hatsume, não conseguia entender uma ideia científica.

E foi assim que isso se tornou uma obsessão quase birrenta, ela deixou todos os projetos de lado em busca de tentar entender, ela precisava ajudar ele com isso, e não ficaria para trás.

Ela até pediu ajuda para os outros cientistas do palácio, Marie Curie, Einstein, Newton, e até Edison…

Mas mesmo eles tinham dificuldade para entender, o que a deixou extremamente chocada.

E é isso que a levava à situação de agora.

Hatsume estava analisando a máquina que Tesla havia construído para produzir as “Super Partículas Tesla”. Era definitivamente uma invenção bem maior do que eles normalmente tinham naquele laboratório... uma bobina colossal no centro da sala, cercada por uma grade de terminais expostos que zumbiam com energia contida, faíscas azuis dançando como vaga-lumes impacientes. Tesla havia saído, antes talvez não tivesse a deixado sozinha lá, com medo dela se machucar em algo, mas ele confiava que ela pudesse ficar quieta naquele momento, ainda mais estudando aquela teoria que ela estava obcecada.

Ela estava sentada próxima a invenção, os olhos navegando entre as bobinas e as anotações rabiscadas no caderno que Tesla havia teorizando e colocado toda a teoria de sua criação.

E eram mais de 1200 páginas.

O cérebro de Hatsume, mesmo que fosse genial e prodigioso, mesmo que já houvesse lido diversos livros gigantes de física, mecânica, ciência no geral, não conseguia chegar a entender e acompanhar tudo aquilo, em algum momento, a lógica científica que ela tanto amava se embolava, como se as engrenagens lógicas que ela seguisse em seu raciocínio trocassem de eixo, um do qual ela ainda não conseguia seguir.

Sua testa franziu e ela releu o mesmo parágrafo mais um vez.

─── Isso… isso não faz sentido! ─── Ela exclamou, enraivecida, porém ao mesmo tempo, eufórica. Mesmo com a testa franzida e com uma frustração borbulhante, um sorriso teimoso permanecia em seu rosto, afinal, mesmo que ela não entendesse a teoria, tudo aquilo era incrível, um passo científico que abria margens para possibilidades monumentais.

Nikola Tesla era realmente um gênio, capaz de criar uma ideia e uma invenção inicial que podia dar passos para a anti-gravidade e teletransporte.

Ela riu sem perceber, uma risada animada.

Não importava o quanto demorasse, ela não desistiria de entender aquela teoria e invenção.

Ela estava prestes a virar mais uma página do caderno, quando percebeu que suas luvas estavam manchando levemente a folha, graças a graxa que agora parecia parte da identidade de suas luvas emborrachadas, embora Tesla insistisse em tentar fazê-la lavá-las com mais frequência.

A garota piscou, percebendo e se preocupando em manchar equações importantes, e logo tirou uma das luvas, a colocando em cima do ombro.

Ela continuou lendo, o cérebro em um foco total direcionado a discernir as equações, símbolos, desenhos sobre aquela invenção.

Até que, em seu estupor, ela desviou o olhar para analisar a máquina à sua frente e comparar com o desenho no caderno. E sem que pudesse se controlar, estendeu a mão para tocar, algo habitual dela, que não resistia ao ver uma invenção sem querer tocá-la.

Com a mão sem luva.

O choque percorreu seu corpo. Não foi grave, a corrente era baixa no modo standby, mas o suficiente para queimar a palma em uma linha vermelha fina e fazer os dedos tremerem violentamente. Mei deu um gritinho agudo, puxando a mão para trás como se tivesse sido mordida, a outra mão largando o caderno no chão.

─── AI! Droga, droga, droga! ─── Ela sacudiu a mão no ar, olhos arregalados de surpresa e dor latejante. A palma ardia, pequenas bolhas começando a se formar no centro da marca branca. Nada que precisasse de médico, mas doía o suficiente para fazer as lágrimas se formarem nos cantos dos olhos.

E como se fosse a ironia do destino, Tesla entrou no laboratório. Ela provavelmente em sua concentração estudando a teoria, não havia ouvido a grande porta ser aberta.

O cientista trazia em suas mãos duas marmitas de comida, e ele parecia prestes a dizer algo, quando os olhos pousaram Hatsume, reclamando e balançando o braço sem luva, próximo da máquina que criava as Super Partículas Tesla.

─── Mei? ─── A voz de Tesla chegou aos ouvidos da garota, os olhos solares dele refletindo a preocupação de perceber claramente que havia algo errado. As marmitas foram esquecidas em uma mesa próxima, e logo o cientista andou em passos largos em direção a Hatsume. ─── O que aconteceu?

Hatsume sentiu a frustração, e por incrível que pareça, vergonha queimar sob o rosto. Se fosse qualquer outra pessoa, provavelmente iria apenas praguejar e voltar a seus inventos. Mas ali era Nikola Tesla, o homem que ela mais admirava, a vendo se machucar com um erro ridículo de principiante ao simplesmente tocar uma máquina elétrica sem proteção.

─── Tsk. Não foi nada. ─── Ela disse, desviando o olhar. ─── Eu só tomei um choque porque tirei a luva. Nada demais. Já tive situações piores.

Não era mentira, durante a vida na Terra, ela realmente havia tido muitos ferimentos piores com choques, principalmente quando criança, quando estava começando a explorar mais a mecânica e eletricidade.

Ainda assim, aquela queimação na mão não deixava de ser irritante. Isso iria atrapalhar sua precisão em mexer com qualquer coisa.

Mas ela decidiu deixar isso de lado, Tesla estava logo ao lado, e mesmo com a vergonha estranha queimando no peito, agora ela tinha a oportunidade de fazer mais perguntas! A euforia voltou a bombear o coração, espalhando a curiosidade pelos olhos dourados que se voltaram para o homem enquanto um sorriso grande deslizava sob o rosto.

─── Olha, eu queria te perguntar sobre uma das equações das Super Partículas. ─── Ela disse, se aproximando animadamente, ignorando a dor na mão. ─── Sabe a equação de polarização do vácuo que você escreveu na página 847? Como você derivou o termo de energia negativa sem cair em violação da condição de energia positiva? Porque se a gente ajustasse o coeficiente de—

─── Mei. Primeiro a mão. ─── Tesla disse, o tom de voz suave, porém com o olhar firme.

Ela piscou surpresa, antes de franzir a testa.

─── Hã? Nah, não precisa se preocupar com isso. Já disse que lidei com coisa pior! Agora você precisa me explicar como esse bebê funciona! ─── Ela disse, apontando para a grande bobina de Tesla atrás dela.

─── Mei. Mostra a mão.

A garota ficou sem reação por um momento, uma indignação tomando conta de seu rosto.

Por que ele estava tão insistente com um choque simples?

Ela suspirou, antes de estender a mão com um olhar claramente insatisfeito.

─── Tá. Tá. Olha. ─── Disse ela. ─── Sobre a equação de polarização…

Tesla segurou com cuidado o pulso dela, cuidado demais, quase como se tivesse medo de machucá-la ainda mais, e aproximou a mão da luz. Os dedos dele eram quentes, firmes, mas a pressão era mínima, respeitosa. Como se aquela mão frágil fosse algo precioso demais para ser tratada como parte de um experimento.

─── Dói quando você fecha os dedos? ─── Ele perguntou, já analisando, a mente científica funcionando… mas guiada por algo mais instintivo.

─── Um pouco… arde. ─── Ela disse, confusa. Aquilo era estranho para ela, não a mão arder, mas sim as ações tão cuidadosas do cientista chefe.

Hatsume revirou os olhos dramaticamente, mas não puxou a mão de volta.

─── Senhor Tesla, isso passa.

─── Passa, tudo passa. Mas machuca. ─── O homem disse, para a surpresa dela, ainda sério e focado, analisando a mão dela, do qual tremia levemente.

Para a surpresa da garota, Tesla não simplesmente ignorou sua pequena ferida. Pelo contrário, ele estava sendo irritantemente insistente nisso.

Por que ele era assim? Não seria mais facil fazer como todos na Terra e ignorar ou simplesmentre a chamar de idiota e continuar a vida?

─── Tesla, eu tô acostumada. ─── Ela disse, sorrindo, mesmo com a testa franzida. ─── Agora, porque a gente não deixa isso de lado e foca naquela invenção! Aquele bebê precisa de atenção!

─── Depois de cuidar da sua mão. ─── O cientista disse, a guiando cuidadosamente até uma das bancadas laterais, afastada de qualquer terminal energizado. Com um gesto rápido, ativou um pequeno compartimento médico embutido no laboratório, algo sempre garantido em qualquer laboratório do local. ─── Sente-se. ─── Ordenou, mas a voz era suave demais para ser realmente uma ordem.

Hatsume se sentou, embora com um biquinho no rosto.

E Tesla, após conseguir todos os medicamentos necessários, se dirigiu até a garota e se ajoelhou para ficar na altura das mãos dela.

Hatsume se sentiu estranha. O mesmo sentimento irritante que se espalhava pelo peito sempre que Tesla fazia esse tipo de coisa…

Cuidar dela.

─── Eu… eu consigo fazer isso sozinha. Já fiz um monte de vezes. ─── Ela disse, a voz levemente irritada, mesmo que não estivesse verdadeiramente.

─── Eu sei que consegue. ─── Ele respondeu, levantando o rosto, finalmente deixando um sorriso curto deslizar sob o rosto, os olhos solares hipnotizantes brilhando com algo que Hatsume não conseguia identificar, era semelhante ao sentimento que ele passava ao discursar, algo semelhante à um abraço do qual normalmente era direcionado à todos com uma leveza positiva, mas agora era direcionada apenas para ela com… um cuidado a mais que fazia um conforto estranho se espalhar pelo peito, um que ela só sentia ocasionalmente na Terra quando a mãe comprava sorvete. ─── Mas não precisa.

O toque era… estranho. Gentil demais. Preocupado demais. Hatsume sentiu o peito aquecer de novo, aquele calor interno idiota que aparecia às vezes quando Tesla fazia coisas assim. Ela franziu a testa, tentando racionalizar.

─── Vou limpar primeiro. Pode doer um pouco mais. ─── Avisou, sincero. ─── Se ficar muito incômodo, me diga.

Ela piscou.

Aquilo… era estranho.

Ninguém nunca avisava. Normalmente só faziam, quando faziam raramente. Ou diziam para ela “aguentar”, “não foi nada”, “cientistas se machucam o tempo todo” ou a culpavam logicamente por ser imprudente.

Tesla tocou a palma dela com a compressa.

Hatsume arfou baixinho, sendo pega de surpresa ao se perder em seus pensamentos.

─── Ai—!

─── Eu sei. Eu sei. ─── Ele disse rapidamente, diminuindo a pressão. ─── Estou aqui. Respire comigo.

Respire comigo.

Ela obedeceu sem perceber. Inspirou quando ele inspirou. Expirou quando ele expirou. O tremor nos dedos diminuiu aos poucos.

Tesla analisava a queimadura com atenção quase reverente, como se estivesse diante de algo sagrado e não apenas de uma lesão superficial.

─── Corrente alternada residual… ─── Murmurou para si mesmo. ─── Muito baixa para danos internos. Apenas superficial. Ainda bem.

Ainda bem.

Não “você foi imprudente”, embora ela tenha sido.

Não “eu avisei”.

Ainda bem.

Ele passou uma pomada regenerativa com movimentos delicados, calculados, e depois envolveu a mão dela com um curativo leve, quase exagerado para o tamanho da lesão.

─── Você vai ficar bem. ─── Disse por fim, olhando para ela de novo, os olhos solares suaves. ─── Mas isso não deveria ter acontecido.

Hatsume sentiu aquela vergonha idiota voltar na frente do idolo cientifico. Ela desviou o olhar para a bobina de Tesla, agora distante.

─── Não foi nada.

─── Mei, foi algo. Você se machucou, e poderia ter sido bem pior. ─── Tesla disse, o tom de voz firme voltando, a fazendo franzir a testa a olhar para baixo. ─── Isso não pode se repetir Mei, é perigoso. Eu não vou mais te deixar sozinha.

A garota arregalou os olhos, que agora subiram para encarar o homem.

─── Hãn?! Mas foi só um acidente! Eu sei me cuidar!

─── E eu não duvido disso. ─── O cientista disse se levantando, o sorriso voltando ao rosto com uma leveza que a deixava confusa. ─── Mas você é minha responsabilidade, e eu te deixei aqui, sozinha, com muitas máquinas perigosas.

─── Nada daqui é perigoso… bem, talvez o meu Hatsume 3000, mas ele é só um protótipo! ─── Hatsume exclamou.

Tesla riu, cruzando os braços.

─── Mei, embora as nossas invenções sejam maravilhosas, elas são sim perigosas… em alguns casos, e devemos ter cuidado com isso. ─── Ele disse, levantando o dedo indicador.

─── Foi isso que disse a si mesmo quando seus pombos se descontrolaram e te bicaram com toda a força?

─── Isso foi Edison!

─── Não há nenhuma prova disso.

─── Eu tenho certeza que foi. ─── O homem disse, os olhos estreitos como se estivesse pensando em um arqui-inimigo, o que tecnicamente era ao mesmo tempo em que não era. ─── Você acredita mesmo que aquelas belezuras simplesmente decidiram falhar todas ao mesmo tempo e me perseguir?

Hatsume não pode evitar a risada que escapou de seus lábios, o sentimento estranho se esvaindo para ser substituído por uma leveza confortável.

Foi então que seus olhos desceram para a mão, agora cuidadosamente enfaixada.

─── Você é bom nisso, hein? Parece que já cuidou de muita gente machucada por aí.

─── Já cuidei de mim mesmo muitas vezes. ─── Tesla sorriu, nostálgico. ─── Nem pense em tirar isso antes da hora, ouviu?

Hatsume acenou.

─── Agora eu posso perguntar sobre a equação?

O sorriso de Tesla alargou, os olhos brilhando como pequenos sóis.

─── Claro.

Isso foi o suficiente para o sorriso psicótico de Hatsume surgir, os olhos dourados reluzindo de empolgação antes de seus lábios atirarem palavras a toda velocidade.

Ela preferiu não pensar no quanto a mão agora cuidada fazia aquele calor confortável ser tão… bom.




 

Tesla & Mei  chibi

Notes:

《 ◇ • 《 ☕ 》• ◇ 》

•~ ℙ𝕖𝕔̧𝕠 𝕡𝕖𝕣𝕕𝕒̃𝕠 𝕡𝕠𝕣 𝕢𝕦𝕒𝕝𝕢𝕦𝕖𝕣 𝕖𝕣𝕣𝕠 𝕕𝕖 𝕘𝕣𝕒𝕞𝕒́𝕥𝕚𝕔𝕒 𝕠𝕦 𝕔𝕠𝕟𝕥𝕚𝕟𝕦𝕚𝕕𝕒𝕕𝕖 ——

《 ℂ𝕒𝕤𝕠 𝕧𝕠𝕔𝕖̂ 𝕒𝕔𝕙𝕖 𝕒𝕝𝕘𝕦𝕞 𝕖𝕣𝕣𝕠, 𝕡𝕠𝕣 𝕗𝕒𝕧𝕠𝕣 𝕞𝕖 𝕒𝕧𝕚𝕤𝕖, 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕢𝕦𝕖 𝕖𝕦 𝕡𝕠𝕤𝕤𝕒 𝕒𝕣𝕣𝕦𝕞𝕒𝕣 𝕠 𝕞𝕒𝕚𝕤 𝕣𝕒́𝕡𝕚𝕕𝕠 𝕡𝕠𝕤𝕤𝕚́𝕧𝕖𝕝 ——

▪︎ ℂ𝕒𝕤𝕠 𝕧𝕠𝕔𝕖̂ 𝕥𝕖𝕟𝕙𝕒 𝕒𝕝𝕘𝕦𝕞𝕒 𝕚𝕕𝕖́𝕚𝕒 𝕢𝕦𝕖 𝕧𝕠𝕔𝕖̂ 𝕒𝕔𝕙𝕒 𝕚𝕟𝕥𝕖𝕣𝕖𝕤𝕤𝕒𝕟𝕥𝕖 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕙𝕚𝕤𝕥𝕠́𝕣𝕚𝕒, 𝕟𝕒̃𝕠 𝕥𝕖𝕟𝕙𝕒 𝕞𝕖𝕕𝕠 𝕕𝕖 𝕔𝕠𝕞𝕡𝕒𝕣𝕥𝕚𝕝𝕙𝕒𝕣, 𝕟𝕠𝕧𝕒𝕤 𝕚𝕕𝕖𝕚𝕒𝕤 𝕤𝕒̃𝕠 𝕤𝕖𝕞𝕡𝕣𝕖 𝕓𝕖𝕞-𝕧𝕚𝕟𝕕𝕒𝕤.

𝕊𝕚𝕟𝕥𝕒-𝕤𝕖 𝕒̀ 𝕧𝕠𝕟𝕥𝕒𝕕𝕖 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕕𝕒𝕣 𝕔𝕣𝕚́𝕥𝕚𝕔𝕒𝕤, 𝕒𝕡𝕖𝕟𝕒𝕤 𝕟𝕒̃𝕠 𝕞𝕖 𝕙𝕦𝕞𝕚𝕝𝕙𝕖 𝕔𝕠𝕞𝕡𝕝𝕖𝕥𝕒𝕞𝕖𝕟𝕥𝕖 𝕜𝕜


「読んでくれてありがとう」

 

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━━━ Vejo que terminou a leitura e o café. Bem, muito obrigado por ter vindo até aqui. Tenha uma boa caminhada de volta, não se esqueça de ir pelo caminho mais seguro!

Chapter 3: Higiene

Summary:

Hatsume precisa ter mais higiene, e Tesla vai ensinar isso.

Notes:

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ㅤ ㅤ 𝘚𝘌𝘑𝘈 𝘉𝘌𝘔 𝘝𝘐𝘕𝘋𝘖 𝘈…

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Chapter Text

𝐏𝐀𝐓𝐄𝐑𝐍𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄 𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓𝐈́𝐅𝐈𝐂𝐀 | ᴄᴀᴘɪ́ᴛᴜʟᴏ 03. ❝Higiene.❞

「───────────────────

Capa

❝A educação é a higiene do espírito, assim como a higiene é uma verdadeira educação do corpo.❞

Paolo Mantegazza

───────────────────」

TESLA hesitou por um momento.

Mesmo na vida terrena, ele sempre fora um homem perceptivo, claro, nas situações que lhe convinham, pois as vezes parecia que toda sua atenção se esvaia, ou melhor, seu foco não o deixava ser perceptível para fora do escopo de outra coisa além do que ele estava focando.

Porém, aquele cheiro que chegou a suas narinas o fez parar de mexer em suas bobinas por um momento.

Era um odor indefinido. Não exatamente desagradável. Mas definitivamente não científico. Algo entre óleo, metal aquecido, suor seco e… criatividade prolongada.

De onde vinha isso?

Ele levantou o olhar, olhando em volta momentaneamente, e nada no laboratório parecia indicar ter aquele cheiro diferente.

Ele franziu a testa.

O homem virou-se lentamente para Hatsume, que não estava tão longe na própria mesa, construindo o que pareciam ser botas mecânicas robustas.

Tesla a analisou por um momento de cima para baixo, vendo-a como a mesma bagunça de sempre, cercada por peças, cabos e materiais para seus inventos, fuligem adornando a pele branca. Porém ele notou algo estranho, ela estava mais bagunçada do que o normal, mais suja do que o normal, com mais fuligem adornando a pele, com os cabelos com rastros de sujeira grudando os tão bonitos dreadlocks.

─── Pela ciência… por favor, não. ─── Ele murmurou, passando as mãos pelos cabelos com uma incredulidade desconfortante.

Não era possível, era? Aquilo era uma necessidade básica e biológica do ser humano, ao menos nos tempos modernos.

─── Mei… ─── Tesla chamou, hesitante.

A garota não respondeu, fazendo o homem suspirar, nesse quesito ela era muito parecida com ele.

─── Mei! ─── Ele exclamou mais alto, fazendo alguns pombos no alto da janela do laboratório se assustarem.

A garota piscou, como se estivesse acordando de seu subconsciente. Ela apresentava um sorriso gigante no rosto, os olhos obsessivos se voltando para o mentor que a chamava.

─── O que aconteceu? Você quer saber sobre esse bebê aqui? ─── Ela perguntou em um tom animado, acariciando a bota mecânica que estava construindo. ─── Essa beleza aqui são botas com solas eletromagnéticas! Sabem o que elas vão fazer?! Elas vão revolucionar a maneira que caminhamos! Para que andar se podemos voar pelo céu sem um avião ou algo do tipo?! Podemos só… saltar pelo ar! ─── Hatsume exclamou, completamente eufórica, os olhos arregalados brilhando de animação enquanto ela gesticulava caoticamente.

Tesla arregalou levemente os olhos que brilharam de curiosidade, a animação científica do fundo do coração pulsando e infestando sua mente de perguntas e ideias, junto de uma admiração orgulhosa pela garota que ensinava.

Ele estava prestes a abrir a boca, quando hesitou ao cheirar o ar, se lembrando do cheiro que se espalhava.

O cientista engoliu sua curiosidade, precisando de uma determinação poderosa para não deixar as perguntas e empolgação escapar de seus lábios.

─── Isso é incrível Mei. Mas… poderia me responder algo antes de explorarmos essa ideia?

─── Claro! O que é?!

─── Diga-me… quando foi a última vez que você… realizou procedimentos de higiene pessoal?

Hatsume piscou algumas vezes, o olhar permanecendo impassível, mas pensando seriamente na pergunta.

─── …Higiene? ─── Ela murmurou, ainda com um sorriso grande no rosto, o que a fazia parecer uma criança.

─── Sim. Banho. Água. Sabão. Processo amplamente reconhecido pela humanidade como essencial.

Ela franziu a testa, levando a mão ao queixo, cerrando os olhos. ─── Vejamos… ─── Murmurou, fazendo os cálculos mentalmente, o que por si só já fez Tesla suspirar internamente de horror, pois se ela estava calculando… ao menos algum tempo de falta de higiene estava evidente. ─── Foi antes de eu terminar o meu bebê de ganchos auxiliadores… então… dois dias atrás?

─── DOIS DIAS?! ─── Tesla exclamou em completo choque, fazendo os pombos voarem novamente, arrulhando de maneira desenfreada. Um arrepio percorreu o corpo do cientista, que imaginou os germes acumulados na sujeira, o cabelo grudando, e subitamente um terror existencial tomou seu corpo, o fazendo empurrar o chão com os pés, fazendo sua cadeira com rodinhas se afastar mais de Hatsume, que o encarou confuso.

─── Mei Hatsume! ─── O homem exclamou, apontando o dedo de forma acusatória. ─── Como você pode cometer tal ato atroz?!

─── Ah, é porque… ─── Ela sorriu, o suficiente para fechar os olhos enquanto balançava o corpo de um lado para o outro. ─── Tomar banho é perda de tempo!

Tesla sentiu o ar faltar, como se houvesse levado um golpe no peito.

─── Eu já perco tempo dormindo! Eu precisava economizar mais. ─── A garota disse, inclinando a cabeça com um sorriso, achando sua justificativa completamente entendível.

─── No! Non! Nein! Nem! Ne! Non! Niet! ─── Tesla balançou seu dedo com uma rapidez desesperada, a indignação evidente em cada “não”. ─── Higiene pessoal é fundamental! Germes! Bactérias! Fungos! Eles se multiplicam exponencialmente em ambientes úmidos e suados! Você está criando uma colônia microbiana ambulante!

─── Mas eu tô no fluxo criativo! A cada pausa eu perco muita informação, eu só queria evitar isso. ─── Hatsume disse, rindo levemente. ─── Além disso, meus bebês não ligam para o cheiro.

─── Mas eu ligo!

─── Tudo bem. Eu posso usar um perfume então?

─── O perfume não vai mudar o problema! ─── O cientista exclamou, levantando os braços.

─── Tá bom! Tá bom! ─── A garota revirou os olhos. ─── Eu vou tomar banho, depois que terminar esse bebê.

─── No! Non! Nein! ─── Tesla disse, convicto, sem espaço para discussões. ─── Você vai tomar um banho agora.

─── Hãn? ─── Hatsume piscou, franzindo a testa. ─── Não! Eu vou perder o momentum. Eu não vou perder todo meu sacrifício para imaginar esse bebê aqui.

─── Vai sim!

─── Não vou!

─── Vai sim!

─── Não vou!

─── Mei, é para o seu bem! Pense na ciência: um corpo limpo é uma mente limpa!

─── Mente limpa?! Minha mente tá perfeita assim! Além do mais, suor é só água com sal! É natural! ─── A garota exclamou, convicta, balançando sua chave de fenda como um martelo de decreto.

─── Natural não significa higiênico! ─── Tesla argumentou, exasperado, esfregando as têmporas, não se incomodando com o pombo robótico pousando em seu ombro.

O cientista não podia aceitar isso, seu lado germofóbico berrava internamente: “salve essa garota!”, mas Hatsume era teimosa e ele sabia disso, às vezes agindo como uma criança.

Mas ele não iria deixar sua assistente simplesmente não tomar banho. Não, aquilo era um desafio pessoal que ele estava disposto a não perder.

─── Você está emitindo partículas orgânicas detectáveis a três metros de distância.

─── ISSO NÃO É UM TERMO CIENTÍFICO!

─── Agora é. ─── Ele rebateu.

Era aqui que estava o obstáculo, como ele iria fazer Hatsume parar de inventar por um momento para que ela pudesse cuidar de si mesma?

Ele podia fazer algo parecido com a questão do sono, a chantagear com a proibição dela para que ela aceitasse, porém, o mesmo problema aparecia que, isso em si não melhoraria ou mudaria a mentalidade dela, ela só iria se cuidar para continuar no laboratório, mas no primeiro momento iria esquecer e descartar tal obrigação.

O cientista sabia que precisava fazer Hatsume genuinamente tomar atitude para esse tipo de coisa.

Sua mente rapidamente passou a calcular ideias, e talvez se fosse um adolescente ordinário ele não teria habilidade mental o suficiente para pensar em como fazer esse tipo de espécime tomar atitudes boas por si própria, mas já que era Hatsume, alguém que ele conhecia e certamente muito parecida com ele (isso não significa que ele não toma banho!), então ele sabia perfeitamente o que fazer.

─── Mas Mei… ─── Tesla começou, erguendo os olhos até encarar os da garota. ─── Tomar banho tem uma grande vantagem para a imaginação científica.

Hatsume piscou, inclinando a cabeça. ─── Hãn?

─── Na verdade… ─── O cientista levantou o dedo indicador. ─── O chuveiro possui excelente acústica. Muitos cientistas relatam insights súbitos durante o banho. Eu mesmo tive ideias brilhantes sob água corrente.

A garota arregalou os olhos.

─── Sério? ─── Ela perguntou, a voz subindo uma oitava enquanto o sorriso voltava a aparecer no rosto.

❝Ela fisgou a isca.❞

─── Sim, há muitas pesquisas sobre isso. ─── Ele disse, com um sorriso também deslizando sob a face. ─── Pense nisso, talvez durante o banho você passa a entender a teoria das Super Partículas Tesla.

Hatsume arregalou os olhos, agora completamente focada na ideia. Ela olhou para baixo por um momento, como se pensasse na possibilidade.

─── É uma grande hipótese. Você precisa testar. ─── Tesla pressionou.

─── Hmmm… ─── A garota estreitou os olhos, olhando por um momento para sua invenção antes de olhar para seu mentor. ─── Muito bem! Se isso significa ter a chance de aprimorar meus pensamentos, estou disposta a testar!

O cientista sentiu um alívio colossal em seu ser, o fazendo suspirar satisfeito.

─── Bem, você sabe onde é o banheiro. ─── Ele disse com um sorriso no rosto. ─── Faça uma boa lavagem, isso é… necessário para impulsionar os pensamentos, o corpo humano age mais rápido quando está limpo! ─── Disse, não sabendo exatamente se a informação estava correta, mas bem, ao menos isso faria Hatsume se importar mais com sua higiene.

A garota riu histericamente, se levantando e deixando suas ferramentas em sua mesa, correndo direto para o banheiro de banho (sim, lá havia isso em praticamente todos os laboratórios, afinal, era muito comum, talvez não tão saudável, os cientistas passarem dias ali nos quartos de descanso de seus laboratórios, então um banheiro para banho era uma necessidade para a grande maioria).

O cientista acariciou o pombo robótico em seu ombro, deixando uma risada incrédula escapar de seus lábios.

─── Jovens… ─── Ele murmurou.

Tesla voltou a sentar-se, ajustando o óculos pendurado em seu pescoço. O pombo robótico em seu ombro inclinou a cabeça, emitindo um pequeno ruído mecânico curioso.

─── Não me olhe assim. ─── Tesla comentou com a ave metálica. ─── Eu sobrevivi a correntes alternadas, guerras de patentes e à incredulidade do mundo científico… mas isso? ─── Ele fez um gesto vago em direção ao banheiro. ─── Isso exige estratégia.

O laboratório ficou momentaneamente silencioso, exceto pelo leve zumbido constante das máquinas em standby.

Então veio o som.

Água corrente.

Tesla fechou os olhos.

Paz.

Ou… quase.

─── TESLAAAAA! ─── A voz ecoou do banheiro, vibrante demais para alguém supostamente relaxando. ─── EU ACABEI DE TER UMA IDEIA!

─── Evidentemente… ─── Murmurou, massageando a ponte do nariz, embora um sorriso divertido crescesse no rosto.

─── SE EU COMBINAR AS SOLAS ELETROMAGNÉTICAS COM UM CAMPO DE REPULSÃO HIDRODINÂMICO, EU POSSO REDUZIR O ATRITO DO AR EM ATÉ 30%!

Tesla abriu os olhos, imediatamente interessado, e imediatamente irritado consigo mesmo por estar interessado.

─── Mei, concentre-se no… processo higiênico! ─── Ele respondeu em voz alta. ─── Anote mentalmente e continue lavando o cabelo!

─── EU JÁ TERMINEI O CABELO! AGORA TÔ NA PARTE DO SABONETE! ─── Ela gritou de volta, como se estivesse relatando uma etapa crítica de um experimento.

O cientista suspirou, mas um pequeno riso escapou apesar de sua tentativa de manter a compostura.

Minutos depois, o som da água cessou.

Tesla levantou-se quase que automaticamente, como se estivesse aguardando o resultado de um teste de campo extremamente arriscado.

Os minutos se passaram, e ocasionalmente Hatsume berrava entusiasmada com alguma ideia que lhe veio à mente.

─── TESLA! O BANHO REALMENTE AJUDA NOS PROCESSO DE IMAGINAÇÃO! ─── Ela exclamou. ─── POR QUE EU NUNCA NOTEI ISSO! É REVOLUCIONÁRIO! AS PESSOAS DEVERIAM TOMAR BANHO TODO DIA!

Tesla engasgou com a própria saliva, se perguntando se Hatsume era japonês ou francês.

Ei! Isso é xenofobico!

O cientista suspirou, balançando a cabeça.

─── Claro, Mei! Faça isso! ─── Ele exclamou, na esperança de que ao menos isso a fizesse realmente ser mais higiênica.

Teste científico: Pensamentos de chuveiro.

Resultado: Positivo.

 

 

Tesla & Chibi

Notes:

《 ◇ • 《 ☕ 》• ◇ 》

•~ ℙ𝕖𝕔̧𝕠 𝕡𝕖𝕣𝕕𝕒̃𝕠 𝕡𝕠𝕣 𝕢𝕦𝕒𝕝𝕢𝕦𝕖𝕣 𝕖𝕣𝕣𝕠 𝕕𝕖 𝕘𝕣𝕒𝕞𝕒́𝕥𝕚𝕔𝕒 𝕠𝕦 𝕔𝕠𝕟𝕥𝕚𝕟𝕦𝕚𝕕𝕒𝕕𝕖 ——

《 ℂ𝕒𝕤𝕠 𝕧𝕠𝕔𝕖̂ 𝕒𝕔𝕙𝕖 𝕒𝕝𝕘𝕦𝕞 𝕖𝕣𝕣𝕠, 𝕡𝕠𝕣 𝕗𝕒𝕧𝕠𝕣 𝕞𝕖 𝕒𝕧𝕚𝕤𝕖, 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕢𝕦𝕖 𝕖𝕦 𝕡𝕠𝕤𝕤𝕒 𝕒𝕣𝕣𝕦𝕞𝕒𝕣 𝕠 𝕞𝕒𝕚𝕤 𝕣𝕒́𝕡𝕚𝕕𝕠 𝕡𝕠𝕤𝕤𝕚́𝕧𝕖𝕝 ——

▪︎ ℂ𝕒𝕤𝕠 𝕧𝕠𝕔𝕖̂ 𝕥𝕖𝕟𝕙𝕒 𝕒𝕝𝕘𝕦𝕞𝕒 𝕚𝕕𝕖́𝕚𝕒 𝕢𝕦𝕖 𝕧𝕠𝕔𝕖̂ 𝕒𝕔𝕙𝕒 𝕚𝕟𝕥𝕖𝕣𝕖𝕤𝕤𝕒𝕟𝕥𝕖 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕙𝕚𝕤𝕥𝕠́𝕣𝕚𝕒, 𝕟𝕒̃𝕠 𝕥𝕖𝕟𝕙𝕒 𝕞𝕖𝕕𝕠 𝕕𝕖 𝕔𝕠𝕞𝕡𝕒𝕣𝕥𝕚𝕝𝕙𝕒𝕣, 𝕟𝕠𝕧𝕒𝕤 𝕚𝕕𝕖𝕚𝕒𝕤 𝕤𝕒̃𝕠 𝕤𝕖𝕞𝕡𝕣𝕖 𝕓𝕖𝕞-𝕧𝕚𝕟𝕕𝕒𝕤.

𝕊𝕚𝕟𝕥𝕒-𝕤𝕖 𝕒̀ 𝕧𝕠𝕟𝕥𝕒𝕕𝕖 𝕡𝕒𝕣𝕒 𝕕𝕒𝕣 𝕔𝕣𝕚́𝕥𝕚𝕔𝕒𝕤, 𝕒𝕡𝕖𝕟𝕒𝕤 𝕟𝕒̃𝕠 𝕞𝕖 𝕙𝕦𝕞𝕚𝕝𝕙𝕖 𝕔𝕠𝕞𝕡𝕝𝕖𝕥𝕒𝕞𝕖𝕟𝕥𝕖 𝕜𝕜


「読んでくれてありがとう」

 

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━━━ Vejo que terminou a leitura e o café. Bem, muito obrigado por ter vindo até aqui. Tenha uma boa caminhada de volta, não se esqueça de ir pelo caminho mais seguro!